O banho do Tiaguinho


Tiago era um menino muito divertido, cheio de energia e ideias criativas. Gostava de correr, brincar na lama, jogar futebol, e até inventar tesouros no jardim. Mas havia uma coisa que ele detestava… tomar banho.

Todos os dias, quando a mãe dizia:
— Tiago, está na hora do banho!
Ele inventava qualquer desculpa:
— Agora não, mãe, estou a construir um castelo!
— O banho pode esperar, o meu dragão precisa de mim!
Ou então simplesmente corria para se esconder debaixo da cama.

Quando, finalmente, os pais conseguiam levá-lo para a banheira, começava outra batalha:
— A água está fria! 
Eles aqueciam um pouco.
— Agora está muito quente! 
Depois vinha o sabão:
— Caiu-me nos olhos! Arde! 
E quando chegava a hora de lavar o cabelo… ai que choro!
— Não, o meu cabelo não! Vou ficar careca!

Apesar de toda a confusão, o banho lá acontecia. Tiago saía enrolado na toalha, limpinho e cheiroso, mas sempre a resmungar.

Certo dia, na escola, os colegas começaram a reparar:
— Tiago, porque cheiras estranho? — perguntou a Constança, tapando o nariz.
Ele ficou envergonhado.

O professor explicou:
— O banho não é só para ficarmos limpos. Ele ajuda-nos a cuidar da saúde, evita doenças, deixa-nos frescos e prontos para brincar outra vez. Além disso, tomar banho pode ser divertido!

Nessa noite, Tiago pensou:
“Se calhar o banho não é um inimigo… pode ser o meu momento de aventuras na água.”

Então pediu à mãe:
— Posso levar os meus brinquedos para o banho?

E assim começou a transformação: o barco pirata navegava na espuma, os patinhos de borracha faziam corridas, e até o sabão passou a ser nuvens mágicas.

Tiago percebeu que o banho era um amigo. Agora, depois de brincar, já não fugia: corria para a banheira com alegria.

Tomar banho todos os dias não é um castigo, é um cuidado especial com o nosso corpo e a nossa saúde. E, se usarmos a imaginação, pode até ser um momento divertido!

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