Era uma vez uma noite muito especial numa pequena aldeia, onde o ar estava cheio de magia e de cheirinho a doces… Era Halloween! As crianças da aldeia vestiam-se com disfarces assustadoramente divertidos: o Pedro era um pequeno vampiro, a Ana uma bruxinha, e o Tomás um corajoso lobisomem.
Nessa noite, as três crianças decidiram ir até ao parque da aldeia, onde havia árvores altas e uma neblina misteriosa a envolver tudo. Com as suas lanternas a iluminar o caminho, andavam de casa em casa a dizer “Doçura ou travessura!” e a encher os sacos com doces. Mas, de repente, ouviram um som engraçado que vinha de detrás de um arbusto: “Chuuu! Chuuu!”
Curiosos, espreitaram e viram o Hugo, o ouriço-cacheiro da aldeia, enrolado numa folha de papel que parecia ser uma capa de super-herói. Ele estava um pouco atrapalhado, porque também queria “brincar ao Halloween”. As crianças riram-se, mas decidiram ajudar o Hugo a escolher um disfarce para que ele também pudesse brincar.
Ao lado do Hugo, apareceu a Fifi, a coruja, que adorava dar conselhos. “Porque não um disfarce de morcego?” perguntou, com os seus grandes olhos brilhantes. O Hugo adorou a ideia e, com a ajuda das crianças, enfeitou-se com folhas e ramos que se pareciam com asas de morcego.
Enquanto estavam a preparar o disfarce, a sua amiga Clarinha, a coelhinha, apareceu a saltitar com uma abóbora minúscula na cabeça, que ela achava ser um chapéu assustador. Todos riram e elogiaram o esforço dela em entrar no espírito do Halloween.
Com os disfarces prontos, os novos amigos - as crianças e os animais - decidiram fazer um desfile de Halloween pelo parque. O Hugo, com as suas “asas” de morcego, a Clarinha com a sua abóbora-chapéu, e a Fifi, que decidiu ir como a “coruja mais sábia da floresta”.
Durante o desfile, foram recebidos por outras crianças e até ganharam alguns docinhos especiais para animais: frutos secos para o Hugo e a Clarinha, e um delicioso petisco para a Fifi. Todos estavam felizes, a rir e a brincar com as suas fantasias.
No fim da noite, enquanto a lua brilhava e o parque se cobria de estrelas, o Pedro, a Ana e o Tomás despediram-se dos novos amigos animais e prometeram que, no próximo Halloween, se juntariam todos novamente para outra grande aventura.
E assim, aquela noite de Halloween ficou para sempre na memória das crianças e dos animais, como uma noite onde não importavam os disfarces ou as travessuras, mas sim a amizade e a alegria de partilhar momentos especiais.

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