Era uma vez um rapaz chamado João que tinha uma característica muito peculiar: ele estava sempre a cair. Não importava onde ele estivesse ou o que estivesse a fazer, parecia que os joelhos, cotovelos e mãos tinham ímanes que os atraíam para o chão.
João era um jovem corajoso e nunca se queixava das suas feridas, mesmo quando caía e arranhava os joelhos até ficarem vermelhos e doloridos. Os colegas da escola muitas vezes ficavam admirados com a sua resistência.
Um dia, na escola, ele escorregou no recreio enquanto corria com os seus amigos. Ele caiu de joelhos e, desta vez, a ferida era mais séria do que o habitual. A professora, Dona Manuela, correu para o ajudar. Ela limpou cuidadosamente a ferida, colocou um penso e deu-lhe um abraço reconfortante. Ela ficou impressionada com a coragem do rapaz.
Os colegas também queriam ajudar. Decidiram criar um clube muito especial chamado "Clube dos Cuidadores de Feridas." Todos os dias, durante o recreio, eles cuidavam das feridas de João, assegurando-se de que estas ficavam limpas e protegidas.
Fora da escola, a mãe também era uma grande ajuda. Ela mantinha uma caixa cheia de pensos coloridos e beijinhos mágicos. Os beijinhos mágicos eram a maneira dela de ajudar a melhorar as feridas. Ela aplicava um beijinho na ferida dele antes de colocar o penso, e dizia que os beijinhos tinham poderes especiais de cura.
João adorava os beijinhos mágicos da mãe e as atenções dos seus amigos. Ele aprendeu que, mesmo quando se magoava, podia contar com o apoio das pessoas à sua volta. Com o tempo, as quedas tornaram-se menos frequentes, e os seus joelhos, cotovelos e mãos começaram a ficar menos marcados.
Mas, mesmo quando cresceu, nunca esqueceu o "Clube dos Cuidadores de Feridas" e os beijinhos mágicos da mãe. Ele aprendeu que a amizade e o carinho podem tornar qualquer dor mais suportável, mesmo quando se está sempre a cair.

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